É simplesmente uma ação automática, cuja motivação ainda não foi esclarecida pelos especialistas. Ao continuar agindo assim entre 1 e 2 anos, a criança começa a explorar os objetos, a perceber que essa brincadeira tem outras consequências, inclusive a de ver o pai e a mãe irritados enquanto se abaixam para pegar uma colher no chão. Essa atitude é uma forma de aprendizado, embora os adultos possam não encarar dessa maneira. Para uma criança pequena, é a chance de entender que objetos desaparecem e reaparecem, enquanto para uma mais velha, pode significar a descoberta de sons diferentes.
O tilintar agudo da colher caindo no chão é pura informação para ele e vale ressaltá-la, chamando sua atenção para o barulho. E se for o caso de repreendê-lo – porque, convenhamos, você ficará cansado de recolher objetos tantas vezes ao dia –, converse com seu filho e ajude-o a entender que sabe que ele está se divertindo, mas que nem tudo deve ir ao chão. Isso não requer raiva, castigo ou alteração de voz.
Quando os nervos falam mais alto, os circuitos cerebrais da criança deixam de funcionar adequadamente e ela não aprende mais nada. Para se ter uma ideia, pesquisadores da Universidade de Oregon (EUA) mapearam a atividade cerebral de bebês de 6 a 12 meses cujos pais brigavam frequentemente e verificaram que as áreas ligadas ao estresse reagiam excessivamente ao ouvir vozes exaltadas, interferindo no controle emocional e no aprendizado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário