A vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio pelo organismo e, por consequência, para o crescimento, é obtida por meio dos alimentos, mas também indiretamente pelo sol. Funciona assim: ao penetrar na pele, os raios UVB transformam um tipo de molécula presente no organismo em uma substância chamada de pré-vitamina D. Ao passar, então, pelo fígado e rins, ela é finalmente sintetizada. Daí a tradicional recomendação para que os bebês tomem um “banho de sol” todas as manhãs (antes das 10h) a fim de evitar doenças como o raquitismo.
Nos últimos anos, entretanto, por conta das inúmeras descobertas em relação aos malefícios causados pela exposição prolongada ao sol, o tema se tornou controverso. Segundo a dermatologista Kerstin Abagge, presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a exposição direta do bebê ao sol com a finalidade de obter vitamina D não é mais indicada. Ele pode se expor apenas indiretamente (em um passeio no parque, de carrinho, por exemplo), desde que protegido por chapéu, roupas e sombrinha. Para garantir a ingestão do nutriente, recomenda-se a suplementação de vitamina D até os 6 meses de vida, enquanto os bebês são amamentados exclusivamente no peito.
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